Resultado de anos de trabalho da Comissão de Estudos 64:010 do Cobei, a versão 2026 da série de normas ABNT NBR 5419 – Proteção contra descargas atmosféricas foi publicada em março, vindo substituir a edição de 2015. De modo a atualizar os profissionais da área elétrica quanto às mudanças e suas implicações, são aqui apresentadas e comentadas as alterações mais importantes da nova versão.
Normas técnicas devem passar por revisões periódicas para garantir alinhamento com os avanços técnico-científicos e com as práticas do mercado. Além disso, seguindo as boas práticas de normalização [5], a série ABNT NBR 5419 [1-4] está alinhada com a norma internacional IEC 62305 [6-9], a única referência normativa reconhecida internacionalmente para o tema proteção contra descargas atmosféricas, com as devidas adaptações à realidade brasileira, mas mantendo os mesmos princípios técnicos.
Os profissionais que utilizam a ABNT NBR 5419 devem buscar atualização, pois os novos projetos necessitam seguir as recomendações desta edição a partir de sua data de publicação. Este artigo apresenta as alterações mais relevantes da nova versão, que representam mudanças significativas em relação ao texto substituído. Assim como a anterior, a nova série ABNT NBR 5419 é composta por quatro partes, cujas alterações são apresentadas em seguida:
- Parte 1: Princípios gerais [1];
- Parte 2: Análise de risco [2];
- Parte 3: Danos físicos a estruturas e perigos à vida [3]; e
- Parte 4: Sistemas elétricos e eletrônicos internos à estrutura [4].
Parte 1: Princípios gerais
Algumas das alterações presentes na parte 1 estão também nas demais partes da série, como o escopo e a lista de termos e definições. No escopo, a nova versão define claramente a aplicabilidade da norma aos novos projetos, a reformas e mudanças nas características construtivas ou no uso da estrutura e das instalações elétricas.
A nova edição adota uma lista única e consolidada de 137 termos e definições. A maior parte dos termos e definições foi preservada, com pequenas revisões em alguns casos. Ainda assim, determinados itens passaram por modificações relevantes, além de serem incluídos novos termos e excluídos outros. Algumas alterações ocorreram também no conteúdo específico da parte 1, as quais refletem a nova metodologia de análise de risco e de verificação da frequência de danos, que é apresentada de forma detalhada na parte 2.


Além disso, alterações relevantes estão presentes no anexo D, que trata dos parâmetros de ensaio para simular os efeitos da descarga atmosférica sobre os componentes do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA). As tabelas D.2 (relativa às características físicas) e D.3 (relativa à elevação de temperatura) passam a incluir informações para o aço revestido por cobre. Os dados referentes aos Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS) foram direcionados para as normas específicas desses produtos, as séries ABNT NBR IEC 61643 e IEC 61643. O anexo também incorpora novos conceitos e descrições relacionados aos efeitos eletro-hidráulicos e à ionização do solo.
Parte 2: Análise de risco
É na parte 2 que se observam as maiores mudanças. Desde a alteração de nomenclatura, anteriormente denominada “Gerenciamento de risco” e agora intitulada “Análise de risco”, até modificações significativas nos conceitos, metodologias e procedimentos. Em comparação com a versão anterior, os riscos R1 e R3 permanecem praticamente inalterados, contribuindo para o cálculo do risco R aplicável a qualquer estrutura quando está envolvida perda L1, relacionada à vida humana, ou perda L3, relacionada ao patrimônio cultural. Os limites toleráveis para R1 e R3 estão apresentados na tabela I deste artigo. O procedimento para tomada de decisão quanto à necessidade de proteção e para a seleção das medidas de proteção está detalhado no fluxograma da figura 1 da ABNT NBR 5419-2:2026.
O antigo risco R2 foi substituído pela frequência de danos F, que apresenta caráter mais abrangente, uma vez que deve ser considerada sempre que falhas de sistemas eletroeletrônicos, associadas ao dano D3, estiverem envolvidas e puderem resultar em perdas econômicas diretas ou em interrupções de serviços. Esses sistemas passam a ser classificados como críticos (aqueles cuja falha pode afetar uma comunidade) ou não críticos para a definição dos limites toleráveis, que estão apresentados na tabela I deste artigo.
O procedimento para a avaliação da frequência de danos F está detalhado na Seção 7 da ABNT NBR 5419-2:2026. Em linhas gerais, a frequência de danos é estabelecida pela soma das frequências parciais de danos, as quais, por sua vez, são calculadas em função do número de eventos perigosos por ano e da probabilidade de danos, considerando as diferentes fontes de danos. Assim como na análise de risco, a frequência de danos também pode ser avaliada mediante a divisão da estrutura em zonas de estudo, o que pode resultar em soluções economicamente mais eficientes.
A análise dos riscos R1 e R3, bem como a avaliação da frequência de danos F são obrigatórias nas situações determinadas como relevantes pela ABNT NBR 5419-2:2026. Já o risco R4 passa a ter caráter explicitamente opcional, sendo direcionado ao anexo D, de natureza informativa.
A nova edição deixa claro que a densidade de descargas atmosféricas NG deve ser consultada exclusivamente no anexo F desta norma, deixando explícito que dados provenientes de outras fontes não são válidos para essas avaliações. O anexo F, por sua vez, apresenta um mapa coroplético com valores de NG únicos para cada município, conforme a figura 1 deste artigo, além de uma tabela que reúne esses mesmos valores em formato textual. Os valores de NG no Anexo F sofreram aumento considerável, refletindo estudos recentes, mas o impacto individual no Nível de Proteção (NP) é limitado por ser uma análise multivariável.
Outras alterações também são observadas ao longo da parte 2.

Fig. 1 – Mapa de densidade de descargas atmosféricas (NG) do Brasil: (a) conforme a versão 2015 da ABNT NBR 5419-2; e (b) conforme a versão atualmente vigente da norma.
O anexo B trata da avaliação da probabilidade de danos e apresenta informações mais detalhadas em suas tabelas, quando comparado à versão de 2015. O Anexo C introduz o fator de aumento (rs) para estruturas de madeira ou alvenaria simples (figura 2), elevando os valores de perdas calculados. Já o anexo E, que na versão de 2015 continha estudos de caso, encontra-se atualmente vago.

Fig. 2 – Exemplo de estrutura de alvenaria simples – novo fator de aumento (rs) eleva os valores de perdas calculados.
Parte 3: Danos físicos a estruturas e perigos à vida Na parte 3 também são observadas alterações substanciais em relação ao texto de 2015. Assim como nas demais partes, houve uma reformulação visual mas também são identificadas mudanças de conteúdo técnico, como na seleção de materiais e nos procedimentos de ensaio durante as inspeções.
O conceito de Classe do SPDA foi unificado ao conceito do Nível de Proteção da PDA (NP). Outras modificações relevantes consistem na ampliação das recomendações para utilização de DPS para redução de riscos de choque elétrico, incluindo neste ponto informações sobre as tecnologias disponíveis para a fabricação desses dispositivos (comutador ou limitador de tensão), que podem alterar significativamente a eficiência da ligação equipotencial indireta.
Para áreas abertas, a norma reafirma que medidas de proteção não anulam o risco de perda de vida humana, exigindo que as pessoas se abriguem em locais seguros antes de tempestades, seguindo a ABNT NBR 16785 [10]. Os métodos de captação (esfera rolante, malhas e ângulo) seguem a norma internacional IEC 62305-3, os sistemas não convencionais (ESE / ionizantes) [11-12] continuam não admitidos pela norma brasileira. No método das malhas, permite-se agora aumentar um lado em 25% sem ampliar o perímetro, o que confere maior flexibilidade ao projetista.
ABNT NBR 5419-3:2026. Em geral, ocorreram poucas modificações nos requisitos para projeto e instalação do subsistema de descida. Uma das alterações relevantes presentes no novo texto é a menção à possibilidade de utilização de componentes isolantes conforme a IEC 62561-8, tais como cabos com cobertura isolante (figura 3a) ou espaçadores isolantes (figura 3b), que podem ser posicionados conforme um SPDA não isolado.

Fig. 3 – Exemplos de componentes isolantes fabricados conforme IEC 62561-8: (a) cabo isolado e (b) espaçador isolado (Fonte: DEHN).
O novo texto passa a exigir o posicionamento dos condutores de captação e descida, com o uso de espaçadores, a uma distância mínima de 10 cm da superfície quando composta por madeira, vidro ou polímeros em geral.
No aterramento, a armadura da fundação pode ser usada sem interligação horizontal no nível do piso se houver avaliação de tensões perigosas. Foi excluída a permissão de 20% do anel sem contato com o solo e tornou-se obrigatória a avaliação do comprimento mínimo do eletrodo mesmo em aterramentos naturais.
Os componentes e materiais são apresentados nas Tabelas 6 a 9 da nova norma. Os materiais e configurações listados passam a ser referenciados a normas técnicas de produto aplicáveis a cada um desses componentes. Essa mudança contribui para assegurar que os produtos utilizados no SPDA atendam a um padrão mínimo de qualidade, reduzindo as chances de utilização de materiais não conformes, como os chamados cabos “desbitolados” e as hastes de aterramento com “baixa camada” de cobre. Algumas das principais alterações são:
✔ condutores de cobre são agora permitidos no concreto;
✔ condutores de aço zincado a quente são proibidos na transição concretoterra;
✔ passam a ser permitidos, no aterramento, cabos de cobre ou de aço cobreado com a formação de 7 ou 19 fios;
✔ as seções nominais de aço cobreado foram equiparadas às de cobre: 35 mm² para captação ou descida e 50 mm² para aterramento; e
✔ captores verticais acima de 1 m exigem dimensionamento mecânico contra ventos.
Nas ligações equipotenciais, o cálculo da distância de segurança foi atualizado com uma equação geral mais detalhada. O método da versão anterior permanece válido, sendo tratado como uma abordagem simplificada e conservadora. Adicionalmente, o Anexo C incorporou novos exemplos didáticos que facilitam a compreensão, mas não isentam o dimensionamento específico para cada situação.
A seção que aborda os procedimentos para inspeção, manutenção e documentação de um SPDA foi totalmente reformulada. Há uma afirmação categórica quanto à não necessidade de realização de medições de resistência de aterramento para a verificação da eficácia do SPDA. Fica estabelecido que o SPDA deve dispor de um plano de inspeção e manutenção devidamente documentado, com orientações sobre intervalos e alertas para a realização das inspeções e manutenções.
No que se refere à sequência de realização das inspeções, foi excluída a obrigatoriedade de inspeção visual semestral, embora as inspeções visuais periódicas tenham sido mantidas como recomendadas. Além disso, foram incluídos maiores detalhamentos, como a sugestão do uso de contadores de raios (figura 4) para a verificação da ocorrência de descargas atmosféricas no SPDA, evidenciando a necessidade de realização de inspeções.
Finalizando o corpo principal do texto, a seção que aborda as medidas de proteção contra acidentes decorrentes das tensões de toque e de passo enfatiza que os tubos de PVC não possuem função de isolação elétrica, servindo apenas para proteção mecânica. Para mitigar riscos de tensões de toque, devem ser usados materiais que suportem 100 kV, como condutores com 3 mm de isolação em polietileno reticulado.
O Anexo F maior detalhamento e novos exemplos para ensaios de continuidade elétrica de armaduras e condutores não naturais. Foram incluídas figuras demonstrando a técnica de injeção direta ou induzida de corrente. Tais mudanças impactam significativamente os procedimentos de ensaio do SPDA, exigindo atenção técnica detalhada em sua execução.

Fig. 4 – Exemplo de contador de raios instalado no subsistema de descida do SPDA (Fonte: Termotécnica).
Parte 4: Sistemas elétricos e eletrônicos internos à estrutura
Esta parte da norma sofreu poucas modificações, o que indica que as orientações da versão de 2015, corrigida em 2018, estão no estado da arte da proteção contra surtos, sendo então mantidas na sua quase totalidade.
A parte 4, após as referências normativas, termos e definições iniciais, que como já informado foram enriquecidas, apresenta o item Projeto e instalação das Medidas de Proteção contra Surtos (MPS), através dos conceitos de Pulso Eletromagnético Causado por uma Descarga Atmosférica (Lightning Electromagnetic Impulse (LEMP)) e de Zonas de Proteção contra Raios (ZPR). É através da correta construção das ZPR que os efeitos do LEMP são minimizados, para que cada elemento da instalação elétrica suporte a sua energia resultante sem se danificar. A compreensão do conceito de ZPR é imprescindível para uma correta especificação das MPS, e a norma apresenta vários exemplos para essa compreensão.
Após a apresentação dos elementos para a formação de uma ZPR, a norma apresenta as MPS básicas, indicando a função de cada uma, para nos itens seguintes detalhar suas características e aplicações.
Em relação ao subsistema de aterramento, a nova edição da norma reforça a necessidade de que ele atenda integralmente as determinações da sua parte 3, para em seguida apresentar o que é necessário para que ele atenda às necessidades da proteção contra surtos.
Em relação à equipotencialização, também não ocorreram modificações de conceitos, mas agora eles estão mais bem explicados, evitando assim interpretações equivocadas que poderiam ocorrer com base na versão anterior. Todavia, neste item ocorreram mudanças importantes em relação aos materiais e dimensões dos componentes de equipotencialização, que estão na Tabela 1 dessa parte da norma, e serão informadas a seguir:
1) Para as barras de equipotencialização, o termo ferro foi substituído por aço, com a seção transversal mínima de 50 mm² sendo mantida.
2) Para os condutores de conexão entre barras de equipotencialização e o subsistema de aterramento, o termo ferro foi substituído por aço, com a seção transversal passando de 80mm² para 70 mm²;
3) Para os condutores de conexão entre barras de equipotencialização, o termo ferro foi substituído por aço, com a seção transversal mínima de 50 mm² sendo mantida;
4) Para os condutores de conexão entre as partes metálicas internas da instalação e as barras de equipotencialização, o termo ferro foi substituído por aço, com a seção transversal mínima de 16 mm² sendo mantida.
5) Para os condutores de interligação dos DPS classe III, a seção transversal mínima passou de 1,0 mm² para 2,5 mm² para uma melhor conexão com o DPS. Neste item, agora a norma admite a utilização dos condutores incorporados aos DPS classe III (figura 5), desde que sua seção nominal não seja inferior a 1 mm².

Fig. 5 – DPS com condutores incorporados (Fonte: Embrastec)
A seção 9 da nova edição da norma passou a tratar especificamente da manutenção, inspeção e documentação das MPS, sendo que antes estava incluído também o gerenciamento dessas medidas. Assim, o projeto inicial das MPS passa inteiramente para a análise de risco da PDA, objeto da parte 2 da norma.
Ainda em relação às inspeções, uma informação importante foi introduzida através do item 9.2.3.2, que alerta sobre o desgaste de alguns modelos de DPS (figura 6), que leva à sua inoperância, e isso deve ser observado na determinação da frequência de inspeções.
Para os profissionais que desejarem se aprofundar na proteção contra surtos, os itens A.2.3 e A.2.4 do anexo A da parte 4 da norma apresentam informações muito úteis sobre, respectivamente, a suportabilidade das entradas de sinal de equipamentos de tecnologia da informação (ETI) e a suportabilidade das entradas de energia dos equipamentos em geral, devendo ser estudada com muita atenção a Tabela A.1 da ABNT NBR 5419-4:2026 sobre a suportabilidade a impulso requerida dos componentes da instalação, base para especificação dos dos DPS em função da sua classe e da tensão máxima de operação contínua (Uc).

Fig. 6 – DPS com sinalização visual de final de vida útil (Fonte: Embrastec).
Na parte 4 da nova edição, passam a existir no anexo B novos exemplos que facilitam a compreensão das MPS para equipamentos instalados na cobertura, conforme Figura B.6 dessa parte da norma, uma proteção sempre muito crítica devido às suas características.
Por último, agora no anexo C são fornecidos exemplos para equipamentos conectados a dois serviços diferentes (energia e sinal), conforme Figura C.2 do texto normativo, informações também valiosas para quem projeta medidas de proteção contra surtos.
Conclusão
A publicação da série ABNT NBR 5419:2026 consolida o alinhamento brasileiro com a série internacional IEC 62305, modernizando conceitos e reduzindo ambiguidades em pontos críticos como a análise de risco (R e F) e os novos mapas de densidade de descargas (NG). Dada a relevância dessas mudanças, é imprescindível que os profissionais busquem atualização imediata, garantindo que os novos projetos assegurem a proteção efetiva de vidas e estruturas conforme os novos parâmetros vigentes.
O novo texto é fruto do consenso técnico alcançado durante o processo de revisão conduzido pela comissão de estudos CE 003:064.010 do Cobei. É válido ressaltar que a elaboração desses requisitos contou com a participação ativa de uma ampla gama de especialistas, incluindo projetistas, consultores, professores e profissionais da indústria, grupo do qual os próprios autores deste artigo fazem parte. Essa diversidade de perspectivas garantiu que o texto normativo incorporasse contribuições técnicas robustas e estivesse adaptado à realidade técnica e de mercado do País.
REFERÊNCIAS
[1] ABNT: NBR5419-1 Proteção contra descargas atmosféricas – Parte 1: Princípios gerais, 2026.
[2] ABNT: NBR5419-2 Proteção contra descargas atmosféricas – Parte 2: Análise de risco, 2026.
[3] ABNT: NBR5419-3 Proteção contra descargas atmosféricas – Parte 3: Danos físicos a estruturas e perigos à vida, 2026.
[4] ABNT: NBR5419-4 Proteção contra descargas atmosféricas – Parte 4: Sistemas elétricos e eletrônicos internos na estrutura, 2026.
[5] AMN: AMN ISO/IEC GUIA59: Código de boas práticas para normalização, 2011.
[6] IEC: IEC62305-1 Protection against lightning – Part 1: General principles, 2024.
[7] IEC: IEC62305-2 Protection against lightning – Part 2: Risk management, 2024.
[8] IEC: IEC62305-3 Protection against lightning – Part 3: Physical damage to structures and life hazard, 2024.
[9] IEC: IEC62305-4: Protection against lightning – Part 4: Electrical and electronic systems
within structures, 2024.
[10] ABNT: NBR16785 Proteção contra descargas atmosféricas – Sistemas de alerta de tempestades elétricas, 2019.
[11] Almeida, G. L. S.; Alves, N.; Dantas, J. M. B.: Polêmica dos captores ESEs na proteção contra descargas atmosféricas. Eletricidade Moderna n. 576, p. 36–39, mar. 2024. [12] Konescki, A.; Alves, N.; Santos, S.: Os perigos causados pela utilização de sistemas não convencionais de proteção contra descargas atmosféricas. 1a ed, 2018. Disponível em: https://www.abraraio.com.br/
